O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) comunicou que identificou acesso não autorizado a dados pessoais de investidores. O incidente foi detectado em 26 de outubro e envolveu informações como nome, CPF, e-mail e data de nascimento. A entidade informou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e alertou para o risco de golpes. Até o momento, não há evidências de uso indevido das informações ou de prejuízos financeiros.
Além dos dados pessoais, foram acessadas informações relacionadas ao pagamento de garantias, como tributos retidos e os canais de distribuição de investimentos na instituição liquidada. O FGC não divulgou quantas pessoas foram afetadas nem quais instituições financeiras estão ligadas aos registros. A investigação segue com apoio de especialistas para apurar a extensão do acesso e verificar se houve cópia, divulgação ou uso indevido das informações.
Segundo o fundo, após a identificação do problema, os acessos aos ambientes envolvidos foram restringidos, contas indevidas foram bloqueadas e as evidências foram preservadas. A entidade também iniciou a revisão de permissões e dos controles de segurança. As comunicações individuais aos titulares estão sendo feitas pelos canais validados do FGC, e informações complementares serão divulgadas conforme a apuração avançar.
Em nota, o FGC afirmou que lamenta o ocorrido e reconhece a preocupação que o caso pode causar aos titulares dos dados, dizendo tratar a situação com prioridade. A instituição orienta investidores a redobrar a atenção com ligações, mensagens e e-mails de pessoas que se apresentem como representantes do fundo, já que os dados expostos podem tornar golpes mais convincentes.
O FGC reforça que não solicita senhas, códigos de autenticação ou taxas para liberar garantias, não antecipa nem transfere créditos, não usa intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS. A recomendação é não clicar em links suspeitos e consultar informações sobre pagamentos diretamente pelos canais oficiais, como o aplicativo do fundo. Em caso de tentativa de fraude, o investidor deve guardar as mensagens, comunicar o FGC e registrar ocorrência junto às autoridades.
Com informações de Agência Brasil.


