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CRAS ampliam acesso a direitos e ajudam famílias a superar vulnerabilidade em Salvador

Vida transformada. É dessa maneira que Eliana Santos Almeida, 50 anos, descreve sua trajetória após ter sido impulsionada pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do Bairro da Paz, durante uma atualização cadastral do programa Bolsa Família. Acolhida pela unidade socioassistencial, gerida pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), que atende famílias que, em decorrência da pobreza, encontram-se em situação de vulnerabilidade, privadas de renda e de acesso a serviços públicos, ela passou de diarista a artesã.

“Durante a pandemia, fazia a técnica de crochê, o amigurumi, apenas como terapia e presenteava pessoas queridas, mas fui incentivada pelo CRAS a participar de uma feira de artesanato e, de lá para cá, não parei mais. Mudei minha principal fonte de renda, deixando de ser diarista, um trabalho do qual tenho honra, mas que exigia muito de mim e não me proporcionava boa remuneração, para viver exclusivamente do artesanato”, descreveu Almeida, que, espelhando-se no próprio sucesso, tem como meta incentivar outras mulheres criativas a transformarem suas habilidades em fonte de renda.

“Quero conscientizar essas mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade sobre o papel do CRAS, que vai muito além de um cadastro ou da inscrição no Bolsa Família. Promove autoestima, incentiva o empreendedorismo, faz-nos entender que somos capazes e donas do nosso próprio destino, que podemos caminhar com nossas próprias pernas”, reiterou a artesã, ao acrescentar que a busca por qualificação é constante, com inúmeros certificados de cursos em seu currículo.

Diante disso, voos mais altos estão cada vez mais próximos. Almeida já está em articulação com a coordenação do CRAS Bairro da Paz para ministrar oficinas destinadas às usuárias da unidade. Atualmente, ela foca na criação de bonecos e vende, em média, 30 peças por mês, que variam entre R$ 85 e R$ 305. As mais procuradas são Nossa Senhora Aparecida e Black Power. Ela explica que realiza a produção em casa e, aos finais de semana, sai a campo para comercializar as peças em eventos e feiras.

Assistência social – Salvador conta atualmente com 28 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), distribuídos por toda a cidade, estrategicamente localizados nos bairros com maiores índices de vulnerabilidade social. As unidades atuam como porta de entrada da assistência social, oferecendo acolhimento, orientação para acesso a direitos sociais e acompanhamento às famílias em situação de vulnerabilidade.

Por meio dos CRAS, o município desenvolve um trabalho técnico e continuado, voltado não apenas ao atendimento imediato, mas também à construção de estratégias que fortaleçam a autonomia das famílias, contribuindo para a superação da vulnerabilidade social e para a articulação do acesso a direitos e políticas públicas essenciais.

Para o secretário da Sempre, Júnior Magalhães, trajetórias como a da assistida pelo CRAS Bairro da Paz fortalecem o papel dessas unidades como referência no apoio às famílias soteropolitanas em situação de vulnerabilidade. “Assim como dona Eliana, atuamos diariamente com milhares de famílias em Salvador que vivem em situação de vulnerabilidade social. Para dimensionar esse esforço, apenas em 2025 foram realizados cerca de 230 mil atendimentos nos 28 CRAS, reafirmando o papel estratégico da Sempre na transformação de vidas e na construção de uma Salvador mais justa e igualitária”, assegurou Magalhães.

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