Pela primeira vez, candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com histórico de crises de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) poderão contar com acompanhante ou cão de apoio emocional durante as provas. Para isso, o atendimento precisa ser solicitado no momento da inscrição e aprovado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame.
Segundo o edital desta edição, a medida também vale para outros casos de alterações emocionais. O acompanhante ficará em uma sala reservada, monitorada por fiscais, para situações em que o participante precisar de apoio ou de estabilização. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que a presença de um familiar pode ser decisiva. “Se tiver o laudo adequado e a solicitação aprovada, se esse candidato, por exemplo, precisar ir ao banheiro, se houver outra necessidade, terá um acompanhante familiar. Este apoio emocional é muito importante.”
Outra novidade deste ano é a inclusão de candidatos com fibromialgia entre as condições que podem motivar a solicitação de atendimento especializado e ou de recurso de acessibilidade. Na aplicação deste domingo (8), o Inep confirmou 138.329 pedidos de atendimento especializado.
A estudante Maria Clara Gonçalves, de 18 anos, moradora de Cotia (SP), é uma das candidatas que solicitaram atendimento. Ela tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), diagnosticado entre os 14 e 16 anos, e diz que o ruído e a movimentação de outros candidatos atrapalham sua concentração. Por isso, considera ideal fazer a prova em salas menores. Ela pretende disputar uma vaga em medicina.
Isabella Magalhães, de 25 anos, que fez o Enem com atendimento especializado em 2017, tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, nível 2. Ela contou que a maior dificuldade não foi o conteúdo das provas, mas a duração do exame e o ambiente com muitas pessoas, ruídos e movimentação.
Com informações de Agência Brasil.


