O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, enviou um pedido de informações ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre a estratégia do Brasil em relação às novas tarifas de 25 por cento impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
Uma das perguntas é sobre a possível aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso em 2025.
(senador Nelsinho Trad) “O Congresso aprovou essa legislação e agora cabe ao Senado acompanhar a sua implementação. Precisamos entender se os instrumentos criados são suficientes para enfrentar uma situação como essa e, se necessário, discutir aperfeiçoamentos, sempre com base em critérios técnicos e na proteção da economia brasileira”.
As novas tarifas de Trump alcançam 3 mil itens, o que significa 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, segundo cálculos do Ministério do Desenvolvimento. Isso corresponde a 37,6 bilhões de reais com base nas exportações de 2024, antes dos primeiros tarifaços.
No mesmo dia em que começou o novo tarifaço, 22 de julho, o presidente Lula assinou uma medida provisória criando o Plano Brasil Soberano 3, que abre 18 bilhões e meio de reais em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores. Também nessa data, Lula sancionou uma lei derivada de outra medida provisória que criou linhas de financiamento no Plano Brasil Soberano, com expansão apresentada pelo Congresso Nacional para setores estratégicos.
O objetivo do pedido de informações, segundo Nelsinho Trad, é oferecer aos senadores informações técnicas para eventuais iniciativas legislativas.
(senador Nelsinho Trad) “A Comissão de Relações Exteriores não substitui o Executivo na condução da política comercial, mas pode contribuir para a construção de soluções e acompanhar a atuação do governo. Foi isso que fizemos desde o início”.
No dia 4 de agosto, o Grupo de Trabalho criado pela Comissão de Relações Exteriores vai discutir novos mercados para as exportações brasileiras com representantes do governo e do setor privado, priorizando questões sobre proteínas de origem animal.
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